Pacientes com Pele Glicada: Veja quais tratamentos são efetivos e como oferecer em sua clínica

Pacientes com Pele Glicada: Veja quais tratamentos são efetivos e como oferecer em sua clínica

Escrito em 01/08/2022
Fernanda Normando

A pele é um dos órgãos mais sensíveis do corpo humano, por isso sofre com cada uma das mudanças que acometem o nosso organismo conforme vamos envelhecendo. Isso inclui tanto alterações naturais, como os sinais clássicos do envelhecimento, e aquelas causadas por hábitos físicos e alimentares. A pele glicada é um exemplo disso, pois está diretamente relacionada a nossa alimentação, principalmente ao consumo de açúcar.

O termo é utilizado para identificar os efeitos do excesso de açúcar na pele. Isso mesmo, a ingestão de açúcar não afeta apenas o funcionamento do nosso organismo, desencadeando doenças como a Diabetes. Ele também pode ser um grande inimigo da pele saudável, pois, quando ingerido em grandes quantidades, é responsável por desencadear um processo de glicação.

Glicação e envelhecimento cutâneo estão diretamente relacionados, por isso é importante compreender esse processo e evitar os efeitos da pele glicada. Além disso, descobrir suas causas é um passo importante na busca pelo tratamento mais adequado para os pacientes.

O que é a glicação e qual a relação com a pele glicada?

A glicação é um processo do envelhecimento que nos afeta mais do que imaginamos, pois está diretamente relacionada à ingestão de alimentos ricos em glicose. Presente em diversos alimentos, como frutas e carboidratos, a glicose é uma molécula importante, mas que pode trazer consequências para o nosso organismo quando ingerida em excesso. Por esse motivo, é tão importante compreender como ocorre a glicação e de que forma é possível evitá-la.

Como ocorre a glicação do colágeno na pele?

O processo de glicação ocorre quando uma molécula de glicose se une ao colágeno ou elastina, duas proteínas que são imprescindíveis para que a pele se mantenha firme e saudável. Quando essa junção acontece, são formados complexos de açúcar e proteína, denominados AGEs, que alteram as estruturas dessas proteínas e, por consequência, afetam seu desempenho.

Processo-de-Glicação-da-pele

O dermatologista Nicholas Perricone explica no livro Rosto Jovem, Mente Jovem (Editora Campos) que os AGEs estão diretamente relacionados ao envelhecimento e podem causar danos severos ao organismo. Por esse motivo, ao não ter proteínas importantes funcionando da maneira correta, a pele logo apresenta sinais típicos do envelhecimento cutâneo.

Uma das principais características de uma pele glicada é o surgimento de rugaslinhas de expressão, flacidez e manchas. Além disso, a pele também fica mais ressecada e desidratada,  uma vez que o colágeno não é capaz de absorver as moléculas de água como acontece em peles saudáveis. Logo, é possível identificar os sinais do excesso de açúcar na derme, principalmente ao consultar um profissional de estética ou dermatologista devidamente capacitado.

Como avaliar a glicação da pele e tratá-la?

Conforme explicamos anteriormente, uma pele glicada apresenta sinais claros de que está sofrendo com o excesso de açúcar no sangue. Entretanto, apesar de serem característicos da glicação, eles também são sinais comuns do envelhecimento e acomete a todos nós. Motivo pelo qual, antes de iniciar qualquer tratamento, é necessário que um profissional avalie adequadamente a derme.

Exames complementares também podem ser necessários para comprovar o excesso de açúcar presente no sangue. Dessa forma, será possível confirmar o diagnóstico da pele glicada e assim iniciar o tratamento mais adequado para suavizar seus sinais. Mas, qual será o melhor tratamento? Existe uma cura para a glicação?

De acordo com Perricone, o melhor caminho para eliminar e evitar os efeitos da glicação é investir em uma dieta equilibrada, juntamente com suplementos e produtos tópicos compostos por antiglicantes. Dessa forma é possível evitar que os agentes glicantes atuem no organismo e, a longo prazo, reverter os efeitos do açúcar sobre a pele. Entretanto, essa não é a única alternativa, pois no mercado de estética existem tratamentos capazes de reverter a glicação.

Quais são os melhores tratamentos para pele glicada?

Os tratamentos de glicação na estética consistem em protocolos que visam tratar os sinais do envelhecimento, sobretudo ao regenerar a produção de colágeno e elastina. Existem diversas alternativas disponíveis, mas algumas já são consideradas mais eficientes, como os tratamentos com plasma estético e radiofrequência.

Como o plasma estético ajuda no tratamento da pele glicada:

O plasma estético é utilizado para eliminar os principais sinais do envelhecimento: as rugas e linhas de expressão. Para isso é necessário apostar em profissionais capacitados e que possuam equipamentos preparados para esse protocolo, como o Raytrace da Contourline — referência em tratamentos com plasma estético.

Aplicação do Raytrace da Contourline

Ele se destaca ao contar com o aplicador Raytrace Shower que atua superficialmente na pele, a fim de provocar uma regeneração natural do tecido. Para isso, o equipamento libera de forma fracionada uma pluma iônica que, ao entrar em contato com a derme, reequilibra seu potencial energético, desestabilizado pela ação dos radicais livres. Uma consequência é a ação do plasma nas células que causa uma reabertura das membranas celulares, fechadas com o envelhecimento.

Além disso, o plasma do Raytrace aumenta a taxa de absorção da pele, temporariamente, quebrando as moléculas de adesão celular (CAMs), o que ajuda muito no tratamento da pele glicada. Assim, a ação do plasma estético nas células irá recuperar seu equilíbrio natural e, consequentemente, melhorar a hidratação da pele, além de contribuir para a formação de novas fibras de colágeno.

Como a radiofrequência ajuda no tratamento da pele glicada:

A radiofrequência também terá um papel importante na retomada da produção das fibras de colágeno e elastina, sobretudo ao ser combinada com tecnologia inovadora de criofrequência.  Desenvolvida pela BodyHealth, essa técnica utiliza a combinação entre as ondas de alta frequência e temperaturas baixas para promover um choque térmico no organismo.

Para que isso seja possível, o equipamento de criofrequência atua simultaneamente na área tratada. Os aplicadores disparam as ondas de radiofrequência, a fim de elevar a temperatura em até 60ºC nas camadas mais profundas da derme, enquanto resfria em até -10ºC as camadas mais superficiais. Dessa forma, a criofrequência é capaz desestabilizar o metabolismo e promover efeitos importantes para a pele.

Aplicação-da-criofrequênciaAo aquecer as camadas mais profundas, por exemplo, o tratamento consegue eliminar o excesso de gordura localizada, além de estimular a produção de novas fibras de colágeno e elastina. Um benefício importante para as peles afetadas pela glicação, já que com produção dessas proteínas renovadas a pele volta a ter suas características naturais.

É possível afirmar que a junção entre os dois tratamentos, Rayrace Shower e Criofrequência, é a melhor alternativa para pacientes e profissionais que buscam soluções para a pele glicada. Uma vez que eles se complementam, conseguindo tratar todos os sinais do envelhecimento causados pelo processo de glicação. Então, se você busca uma solução para esse problema, não deixe de conhecer a fundo esses equipamentos.